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Porquê tantas bandas de metal?

death 03/02/2009 19:14
#38870
acho porreiro que chegue ao faial,assim nós micalenses poderemos mostrar a nossa musica ai,e voçes aqui,!!!que venham estes projectos faialenses e por ai fora...
blash 03/02/2009 21:35
#38877
claro...uns intercâmbios era porreiro, mas um gajo pode sempre sonhar mais alto, ou não? ir ao continente mostrar o som dos açores, não?
death 05/02/2009 19:58
#38915
claro sim acho que isso é sempre um objectivo a cumprir pelas nossas bandas,é preciso é muito trabalho............
darkness 06/02/2009 11:24
#38931
death escreveu:
claro sim acho que isso é sempre um objectivo a cumprir pelas nossas bandas,é preciso é muito trabalho............


Trabalho = Dinheiro
blash 06/02/2009 12:14
#38932
nem por isso...o trabalho pode ser muito, mas quando o dinheiro é pouco...é mais difícil, resta-nos esperar que os grandes nos dêem uma mãozinha...ou não!
darkness 06/02/2009 12:29
#38935
blash escreveu:
nem por isso...o trabalho pode ser muito, mas quando o dinheiro é pouco...é mais difícil, resta-nos esperar que os grandes nos dêem uma mãozinha...ou não!


Pois, era isso que eu estava a dizer, é preciso é muito dinheiro!
blash 06/02/2009 13:55
#38937
talvez ganhe o euromilhões...lool
AtlasOfRaven 17/02/2009 08:54
#39212
Já anda o pessoal a malhar nos instrumentos, mas isto anda muito mau, comigo aqui fora no continente a estudar, e o resto do pessoal a trabalhar lá...
É claro que vamos com calma e sem pressa para ver se dá uma coisa de jeito, mas a pior cena que vejo mesmo nisto, é que assim que tejamos amodes, não há possibilidades lá para tocar ao vivo com certeza :?
Picoto 29/04/2009 11:44
#40584
Na minha sincera opinião factos sociais como este são sempre o resultado da história que está inerente a cada local, ilha ou arquipélago, etc.... Vamos tomar por exemplo as duas maiores ilhas das nossas nove. Terceira e São Miguel. Pergunto se não é óbvia as diferenças que existem entre um povo e o outro. No meu caso, já vivi em 2 ilhas diferentes e já passei muito tempo em todas as restantes, tendo inclusive familia em algumas delas. O que inexoravelmente me dá um certo conhecimento sobre diferenças culturais que existem entre os povos de cada ilha. É notória a apatia, o "deixa andar" dos picuenses, a farra constante e a infantilidade do "terceirense", e principalmente a falta de cultura e a propensão à violência e à "loucura" do povo micaelense. Na questão terceirense todos os locais talvez poderaõ achar que eles já são assim há muito tempo, e sem dúvida que são. O programa festivo deles, o ano de trabalho, praticamente tudo é feito para a tal época de festas, que diga se de passagem, dura uns seis meses. Em São Miguel penso que o caso é um pouco mais grave. Apesar de termos sem dúvida um dos mais bonitos e relaxantes espaços físicos do mundo não somos o reflexo dessa beleza. Anos e anos de sofrimento nas terras, desde a mocidade até à velhice. Anos e anos de pobreza e falta de recusrsos, bem como desgraças naturais que acontecem numa ilha temperada e rica como São Miguel. Sendo esta a ilha de maior imponência geográfica do país, é normal que maior parte das aflições tenham estado presentes na mesma. Enquanto que no Pico algo de grave seria a morte de um infante (facto que na altura imenso marcava uma comunidade porque viviam simplesmente mais unidos e inter-dependentes) ou de homens na pesca da baleia, em São Miguel todos os dias homens sofriam nas terras e no mar e quando chegavam a casa faziam esses sofrer, tal como antes faziam os seus pais. Criou-se então um ciclo vicioso em que os processos vinculativos são trocados, criando um sentimento de revolta e também ligado ao abuso e ao sexo que está inerente a grande parte do povo Micaelense. Claro que existem muitas excepções a este caso, aliás, são muitas as excepções e ainda bem... Quem nunca saiu para as festas do Santo Cristo, religiosa e intercomunitária, com medo de levar umas facadas? Porquê? Porque acontece todos os anos. Não me digam que á o alcóol. Já andavam egipcios a construir pirâmides com cervejas na mão e hoje em dia elas ainda estão de pé. E além do mais, sou crente na ideia de que o alcóol apenas potencia tudo aquilo que és. Bem ou mal....
Voltando ao assunto em questão, esta é a minha opinião sobre o facto de haver tantas bandas bandas de metal em São Miguel. Não estou a dizer que o metal é música de bêbados e violadores domésticos, muito pelo contrário. Mas afirmo sem dúvida que o metal é sem dúvida dos estilos mais ecléticos e que melhor represantam o dramatismo humano.
Novamente quanto à questão gostaria de propõr a quem estivesse realmente interessado na nosssa história, certos livros, principalmente os de autores picuenses, terceirenses, faialenses e picuenses como o "Pedras Negras" de Dias de Melo, onde descreve como quando chegaram os primeiros homens à ilha do pico tiveram de arrancar a pedra vulcanica para destapar a terra fértil, boa para cultivo. Agora imaginem fazer isso à 5 séculos atrás, mais coisa menos coisa.
Cumprimentos [/code]
Picoto 29/04/2009 13:52
#40586
É um tópico que nos faz pensar muito, ou pelo menos deveria. Apesar de serem muitas as razões para tal acontecer, desde a nossa "pequenez" ao espectro internacional musical (como foi dito pelo Fábio), não nos impede de certeza de tentar olhar para nós como uma comunidade em expansão e da qual, para alguns infelizmente, fazemos parte. É também um motivo, e deixo aqui o apelo, para abandornarmos a ideia de que a insularidade é a causa de todos os "nossos" males. É realmente incrível como esta tendência "metaleira" apareceu no fim dos anos 80 e dura até aos dias de hoje. E pessoas como o Paulo Bett, o Sr José Andrade, o Ricardo Santos (amigo do meu irmão e com quem tive o prazer de falar sobre metal na sua casa, ainda era eu um espermatozóide e já andava este sr com problemas na garganta, vai se lá saber do quê......... pois está claro), o Ruizinho, o próprio Honório que criou este tópico e mesmo o Miguel Rego de Reborn e muitos outros mais que tornariam esta lista imensa, testemunharam e ainda hoje aparecem para fazer algumas "cenas" :wink:.
Desde já apresento aqui o meu testemunho de que não foram eles que me empurraram para pegar num instrumento, mas sem dúvida que ajudaram muito a isso.
Nós, mais novos, temos a responsabilidade de respeitar estes exemplos e perceber que o papel por eles executado é também executado por nós. As caras novas que vemos nos nossos concertos não têm 40 anos...
Por isso, respeito pelo próximo porque não és afinal tão diferente, respeito pelo mais velho porque ele já teve lá antes de ti e respeito por aquilo que és e que hoje representas porque há sempre alguém que OLHA para ti.

E todos erram. Senão não haveria espaço no nosso universo para tanto ego.
Seria um verdadeiro efeito de estufa....
Cuprimentos alargados
me-metal 29/04/2009 18:34
#40601
Picoto escreveu:
e principalmente a falta de cultura e a propensão à violência e à "loucura" do povo micaelense.


(sou suspeito por ser micaelense, ms cá vai...)

Epa, isso tá errado!
N digo k n existam mts casos d violencia aki, ms isso tem d ser visto per capita...é errado analisar o número. Já vist a diferença populacional k existe??

Falta de cultura....outra vez errado!
+ uma vez, n digo k n exista em alguns casos/locais, ms é errado dizer k é uma característica micaelense...

Resumindo, não axo k esteja aí a resposta à kestao do tópico.... :?
me-metal 29/04/2009 19:16
#40605
Picoto escreveu:
Criou-se então um ciclo vicioso em que os processos vinculativos são trocados, criando um sentimento de revolta e também ligado ao abuso e ao sexo que está inerente a grande parte do povo Micaelense.


Epa, duvido k isso tb n existisse noutras ilhas....n vivi nessa altura nem em S. Miguel nem em mais lado nenhum, ms duvido k nd disso s passasse noutras ilhas....


PS: n tou aki a massacrar-t, simplsment n concordo!
me-metal 29/04/2009 19:19
#40606
Picoto escreveu:
Quem nunca saiu para as festas do Santo Cristo, religiosa e intercomunitária, com medo de levar umas facadas? Porquê? Porque acontece todos os anos.



Fogo, man...n concordo!
Todos os anos?????????
Sair pó S. Cristo c medo d levar umas facadas???
Epa, tás com uma visão d S. Miguel k nem em Lisboa lhe apanhas... :?
zedative 30/04/2009 09:40
#40617
me-metal escreveu:
N digo k n existam mts casos d violencia aki, ms isso tem d ser visto per capita...é errado analisar o número. Já vist a diferença populacional k existe??

Falta de cultura....outra vez errado!
+ uma vez, n digo k n exista em alguns casos/locais, ms é errado dizer k é uma característica micaelense...

Resumindo, não axo k esteja aí a resposta à kestao do tópico.... :?


Ora aí está uma questão que me faz ficar a meio termo, né me-metal? XD

Voltando ao tópico, acho que isso é um problema que já vem do passado, sempre cresci na música com pessoal que menosprezava as bandas ditas "leves",por acaso sempre gostei... mas é lixado ter uma banda e ser catalogada como "não tocam nada". Há pessoal com demasiado Ego, e também há pessoal que não se preocupa consigo para censurar os outros...
Solução, epá... mudança de mentalidades, abertura musical (pois existe mais música boa para alem do metal) e, epá tanta banda de covers, que tal irem começando a fazer uns originais para ir tocando ali pelo meio! ;)

Com tanto peso nessa ilha, ela ainda se afunda! :lol: :lol:
me-metal 30/04/2009 12:25
#40619
zedative escreveu:
Ora aí está uma questão que me faz ficar a meio termo, né me-metal? XD


aaaaa....pois..... :?