Antes de mais, os parabéns ao Rui Sousa pelo evento e por trazer os Paradise Lost cá.
Realmente o recinto do evento é muito fixe, sem bem que fazia falta uns caixotes de lixo e pelo menos uma barraquinha para o pessoal molhar a garganta, ainda mais tratando-se de um evento longo.
O evento marcado para as 20h começou poucos minutos depois. Nota mais à organização por isso e nota menos para o público que só começou a aparecer em grande número uma hora depois. Isto é fruto do passado e pelo desrespeito em eventos anteriores em que os horários não são cumpridos e as pessoas começam a tomar isso como norma, "ah.. tá marcado às 20h, deve começar às 21h..." É preciso aos poucos ir mudando as mentalidades. Basta ir a qualquer grande evento, por exemplo, no continente, e como devem calcular os horários são cumpridos ao segundo. Os grandes penalizados com isto, os Cinemuerte. Esta banda deu um GRANDE show, ao melhor nível mesmo e o som esteve irrepreensível, situação que já não se verificou ao longo da noite. Quem assistiu? Pouco mais de 40 pessoas... Ainda assim foram muito profissionais e ao longo de quase 50 minutos de actuação deram sempre tudo em palco, especialmente a vocalista... dona de uma voz e presença hipnotizante... Ganharam mais um fã em mim. Já mesmo no final da actuação é que o recinto já estava composto. Merecem uma outra oportunidade e uma segunda vinda cá. Esta banda merece. 5 estrelas.
Seguiram-se os Morbid Death e como de costume, incendiaram a audiência, com uma prestação que fez puxar muito pelo público. "Assim dá gosto", disse o Ricardo e digo eu também. O som para eles esteve mauzinho... foi pena, dadas as condições técnicas. Um evento desta natureza merecia melhor sorte.
A banda a seguir em palco foram os ingleses Everyneed. Uma total surpresa que foi muito do meu agrado. Uma excelente banda de "multi tasked and multi talented guys" como disse o Nick Holmes, uma vez que os três elementos da banda são também os roadies dos Paradise Lost. Grandes malhas e muita energia em palco foram a marca deixada por esta banda.
Por fim, os tão anseados Paradise Lost. Brindaram o público com 80% dos seus clássicos, tocando pelo meio alguns temas do seu trabalho mais recente, In Requiem. Imperdoável a ausência de temas marcantes como "Forever Failure", "Last Time" e "Mouth" da set list preparada para o concerto. Ainda assim, proporcionaram um bom show, apenas manchado pela qualidade sonora, que novamente deixou a desejar. Como disse o Gore, não houve stresses com as fotografias, havendo respeito mútuo, exceptuando-se a já conhecida azia do Nick Holmes... o rapaz é assim... que se há de fazer? lol Mas a música deles é boa, portanto a gente até desculpa...
Concluindo, foi uma noite histórica, em que todo o mérito vai para o Rui Sousa e organização, por nos proporcionarem um evento desta ordem. Que para o ano haja mais!
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