Cheguei ao recinto dos espectáculos eram sensivelmente 22:30, talvez um pouco antes, e ainda estavam os Massive a fazer teste de som, ainda faltavam os Spinal. Saliente-se que os concertos estavam previstos começar às 20:30.. o que vale é que o pessoal já sabe o que a casa gasta. Primeiro, e já da praxe, ponto negativo!
Por volta das 23 horas e poucos minutos começou a actuação dos jovens Spinal Trip. Tenho vindo a acompanhar mais ou menos a evolução desta banda desde que começaram e noto grande evolução de concerto para concerto. Praticam um som bastante coeso, consistente, com muito "power", bem ao estilo de bandas como Deftones e.. Deftones lol. Apesar das notórias influências os Spinal não são um mero decalque.. e se continuarem no caminho que estão poderão perfeitamente ser um dos exemplos em que o aprendiz suplanta o mestre. O futuro o dirá...
Como já referi têm temas muitos coesos, um grande à vontade em palco exceptuando o baixista de tem de se libertar mais um pouco e garra não lhes falta! Tenho vindo a melhorar imenso a minha opinião sobre esta banda! Curti!
Após a actuação dos Spinal Trip subiram ao palco os Massive Sound of Disorder. Um colectivo composto por um elenco de músicos de luxo do meio açoriano que vão desde o virtuoso Rodrigo Raposo ao Miguel Rodas (ex Prophecy of Death).
A minha expectativa para ver esta actuação era grande, visto que não os via ao vivo desde 2002. Apresentando-se um line-up bastante diferente desde então, não posso dizer que o concerto tenha correspondido a 100% ás minhas expectativas. Não vou tar a falar de músicas em particular ou tar para aqui a despejar o reportório mas sim farei a minha apreciação em termos globais. A meu ver, os Massive Sound of Disorder têm grandes músicos e muito potencial. Mas têm um problema no relacionamento voz/instrumental. Isto é, o que notei é que o instrumental era todo bastante coerente e bastante pujante mas a voz pareceu-me sempre um pouco deslocada. Atenção, não estou a criticar a voz do recente vocalista de MSOD mas sim as linhas de voz. Ele até tem uma voz perfeitamente coerente com o estilo de música praticado mas em várias partes de músicas achei que ele estava a cantar algo totalmente distinto do resto da banda, que estava noutra onda. A meu ver o problema poderá ter sido ele já ter entrado na banda quando as músicas já estavam todas compostas e ter tido simplesmente que adaptar a sua (boa) voz ao trabalho já feito. Já de si não é facil cantar numa banda tão tecnicista e que investe tanto no instrumental, quanto mais nessas condições. Não sei se foi o caso ou não mas penso que é um aspecto a melhorar. Nota menos também para os improvisos (?) na Endless Love. Á parte disto penso que os MSOD estão também num óptimo caminho! Quase escusado será falar nos ponto positivos: grande guitarrista solo, nem são precisas palavras, guitarrista ritmo perfeitamente à altura e sabe preencher perfeitamente os espaços vazios na secção ritmica quando o Rodrigo está a solar, o baixista nasceu para os palcos e o baterista é uma autêntica máquina demolidora. Quanto ao vocalista.. tem uma boa voz mas apenas precisa ser melhor adaptada
Em suma, curti ambos os concertos e penso que ambas as bandas estiveram muito bem a desempenhar o seu papel.. e apesar do pouco público presente dedicaram-se tanto como se estivessem a actuar no Rock in Rio