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SoundZone esmiuça as contas

darkness 01/10/2009 13:34
#45514
Tenho por norma acompanhar a soundzone e hoje deparei-me com uma crónica do Nuno em que quase puderia dizer que ele esmiuça não os sufrágios mas sim as contas do governo regional no que diz respeito a apoios a certos eventos.

Deixo aqui uma das partes que me chamou mais a atenção pois farto-me de ouvir certas pessoas a queixarem-se das entidades locais como DRAC ou DRJ que não dão apoios para as bandas gravarem no entanto e segundo esta crónica houve uma banda de metal local que foi apoiada com a "módica" quantia de 4000€. Depois da minha banda Anomally ter gravado um CD, ter feito a duplicação e registo do mesmo tudo legal posso-vos garantir que não gastámos essa quantia. Podem dizer que a nossa gravação foi barata porque gravámos num estúdio local mas a verdade é que não temos conhecimento de nenhuma banda local a gravar ou a masterizar fora dos açores.

"Voltando à música, outra descoberta “fantástica” e que nos deixa claramente a questionar a tal relação causa-efeito [para além da justiça da circunstância, já que muitos gostavam de ter a “papinha feita”], percebemos por outro despacho que foram atribuídos 4.000€ a uma banda de Metal local para a edição de um EP."


Quem quiser ficar a par de outras contas basta aceder ao referido blogue.
http://soundzone.blogspot.com/2009/10/cronica.html
umlouco 01/10/2009 16:49
#45515
Isso das contas tem muito que se lhe diga, mas a coisa é que as contas são publicas, estão no jornal oficial. Ninguém se lembra é de ir lá consultar.
acs_paul 01/10/2009 18:17
#45516
Quem tem padrinhos, casa-se...
umlouco 01/10/2009 18:53
#45517
já não é tanto assim acs_paul,
quem concorre aos programas de financiamento correctos, com a documentação em ordem e nas datas correctas, nem sempre consegue aprovação, mas obviamente que tem muitas mais hipóteses.

Uma das questões fundamentais é que a maioria das pessoas não sabe o que é um programa de financiamento. Há uma ideia generalizada de que quando se precisa, vai-se bater à porta de alguém e pedir. É um método, mas é bastante rudimentar.

Eu vi umas zaragatas semelhantes, há uns anos entre as associações juvenis. Havia sempre confusão porque uns recebiam mais do que os outros. Ora acho que uma das medias que foram impostas, não sei se para resolver o problema ou não mas que funcionou, foi impor regas muito mais estritas nas candidaturas e nos processos de relatórios, principalmente na apresentação de contas finais. Depois disso deixei de ver os tais desentendimentos.

Estamos a falar de projectos juvenis, em que se tenta sempre facilitar porque são financiamentos dirigidos a jovens e as entidades evitam complicar os processo burocráticos porque seria em entrave e colocaria os financiamentos fora do alcance da maioria dos jovens.

Se para este tipo de financiamento fosse exigido o tipo de rigor com que se trabalha com dinheiro do fundo social europeu, eu próprio não teria tempo nem disposição para concorrer a fundos para promover eventos na área da música.

Para não fugir à questão, felizmente nos últimos anos tenho visto o critério de atribuição de financiamentos ter como base um projecto ser apresentado numa "folha de couve" com meia dúzia de bacoradas escritas e algo apresentado com pés e cabeça.
darkness 06/10/2009 17:03
#45573
Já agora gostaria de deixar aqui exposto um caso que se passou há praticamente um ano atrás aquando do lançamento do nosso album e que foi feito um pedido à ANIMA para apoiar com 2 passagens para uma banda de S. Miguel vir à Terceira participar no concerto de apresentação do nosso album. A resposta que nos foi dada na altura foi que a ANIMA não poderia apoiar eventos realizados fora do seu concelho. Na altura compreendi porque até já tinha sido informado que a mesma entidade não apoiava eventos realizados noutros concelhos que não o de Ponta Delgada. No entanto não deixei de estranhar quando vi que a mesma entidade que negou o apoio de 2 passagens S. Miguel - Terceira atribuiu um apoio a uma banda de S. Miguel para ir tocar ao Continente.

Longe de mim tirar o mérito a essa banda, mas acho que seria mais "justo" não haver uma dualidade de critérios aquando a atribuição de apoios.
zedative 06/10/2009 18:48
#45574
Talvez seja um processo de filtragem, é impossível todos terem apoios... se é cunha ou não.. epá não sei, agora claro que se fosse para gerir o dinheiro da Anima os fundos tem de ser bem atribuídos, por isso não admiro que hajam critérios de selecção, epá só pode né?
:wink:
darkness 07/10/2009 09:00
#45599
Então esse "processo de filtragem" não passa de certeza pelo facto de o evento ser no concelho de Ponta Delgada ou não como nos foi dito em oficio enviado, caso contrário também não seria dado o referido apoio a uma banda para ir tocar ao continente.