O último dia do Festival Super Bock Super Rock 2005!
Palco Principal:
Marilyn Manson (00h15)
Audioslave (22h25)
Iggy and The Stooges (20h45)
Slayer (19h05)
Mastodon (18h00)
Wednesday 13 (17h00)
Quinta dos portugueses:
Blind Zero (23h45)
Wraygunn (22h05)
Bunnyranch (20h25)
Ramp (18h45)
More Than a Thousand (17h40)
Este dia para mim foi o mais complicado... Já estava de rastos dos dois primeiros dias, e resolvi ir para o recinto mais tarde, perdendo grande parte do espectáculo. More Than a Thousand, Ramp, Wednesday 13 e Mastodon foram as bandas que perdi, mas pelo que tive oportunidade de ler, não desiludiram as hostes negras que invadiram o recinto.
Ao longe conseguia ouvir a primeira música de Slayer. Uma ou duas corridas depois já me encontrava em frente ao palco para ouvir os famosíssimos Slayer! O recinto encontrava-se vestido de negro, e com os cabelos ao ar. Os slayer dão "chapadas" á multidão que agradece e vira a outra face. Esta é sem sombra de dúvidas um dos nomes grandes do metal mundial. Com riffs de guitarra poderosos, e uma presença invejável, não desapontaram ninguém! E agora prefiro não dizer mais nada, porque muitos de vocês devem saber melhor que ninguém como são os slayer. Into the pit!
Bunnyranch, e Wraygunn, vi mais uma vez pelos ecrãs, mas pareceram-me fracos... ou então é porque não prestei muita atenção. De qualquer das maneiras, a coisa foi andando...´
A tensão aumentava... Desta vez já acompanhado, fui em direcção ao palco para ver de perto o "iguaniano" Iggy e os seus The Stooges.
Este senhor sabe mexer com o público! Não ha dúvidas que iggy não envelhece! Com um show de canções, e manifestos de fogo, iggy não parou no palco! entre contorcionismos, subidas e descidas do palco, microfones perdidos, latas de red-bull, berros, e outros, Iggy incendeia a plateia. Iggy chama pelo público que a princípio parece tímido, mas depois finalmente percebe. "Get the fuck up here!" Os fãs sobem ao palco e incendeiam a plateia! Iggy quase que se despe (como já todos sabem), mas não o faz! Este foi um grande show! Quem ainda não viu Iggy que o faça o mais rápido possível!
Com um sorriso nos lábios, dirigi-me novamente em direcção ao palco principal. Esperava-se um grande espectáculo.
Os Audioslave dão um concerto, repleto de autenticas relíquias da música. São muito terra-a-terra, e a voz de Chris Cornell não tem uma única falha! As covers de Rage against the machine, e Soundguarden foram sem sombra de dúvidas os pontos altos da actuação dos Audioslave, num concerto muito sentido.
No palco quinta dos portugueses, ouve-se o primeiro acorde dos Blind Zero. Desta vez vi o concerto ao longe, apesar de gostar muito dos blind zero. Mas manter o lugar para marilyn manson era essencial. No entanto não desiludiram! Com uma incursão aos temas que os fizeram célebres, ao novíssimo "shine on", Blind Zero fechou o Super Rock dos portugueses com chave de ouro.
Ouvia-se sou cantado por marilyn manson, mas ninguem o via em lado nenhum. Era simplesmente o CD que ele usa para a intro do concerto. Coisa calminha... O público já não aguentava a espera e eis que surgem os marilyn manson! Esta é uma banda que não descura nenhum promenor! Tudo está perfeito, e o espectáculo visual é magnífico! O público não consegue conter tanta emoção e grita desalmadamente apesar do enorme cansaço que se sentia entre os festivaleiros. Com andas, muletas de enormes proporções e microfone de cara, marilyn continua imaculado tanto na sua voz, como na actuação. "reach out and touch faith" Ao som destas palavras o público delira! Novos e velhos sabem a letra toda, e o público entra em êxtase. Com "sweet dreams", um ecrã de fundo, muito fumo, uma chuva de papelinhos, e uma explosão de fitas vermelhas, Marilyn dá cartas no super rock. Nem preciso falar de "beautiful people", ou outros clássicos, porque como imaginam, este foi sem dúvida um grande espectáculo, mesmo para os pouco fãs de marilyn. Marilyn manson e a sua tribuna encerram a noite, e ainda bem, porque as pernas já não aguentam!
Pró ano há mais!
Em jeito de nota final, não posso deixar de referir que o Festival Super Bock Super Rock, evoluiu muito! Hoje é sem sombra de dúvidas uma referência inevitável no panorama dos festivais nacionais. Tanto em termos de cartaz como em termos de organização.
The quiet bottom.
Rock on! \M/