Pessoalmente acho isto a metalhead's wet dream

especialmente para quem gosta de Heavy Metal à moda antiga, mas já não digo nada uma vez que pelo que já vi em Portugal os fãs de Judas Priest parecem contar-se pelos dedos, o que é relativamente estranho uma vez que eles sãos dos nomes mais importantes no género... Se não fosse o papá Halford não havia picos e cabedal para ninguém
Com certeza gostaria de estar lá para testemunhar as lendas, mas vão-me desculpar, provoca-me séria azia a questão de tratarem os que gostam de metal actual como ignorantes, "metaleiros da treta", impuros o que quiserem. Não é o que aqui foi dito, mas nas entrelinhas até se pode entender isso, pois essa questão é levantada por muita e muita gente, até na maior parte das vezes pessoas que nem eram vivas nessa altura e que até se autoimpelem a gostarem do que foi a génese do Metal apenas para dar um ar intelectual. Mais uma vez friso que este pensamento não é dirigido propriamente ao Atlas of Raven, mas sei que há muita gente que pensa assim. Afinal onde está a "elite"? Daqui a dias há também a moda de gostar do antigo... e a moda dos Lamb of God que já cá está, aliás. São tudo modas na mesma... Interessa é gostar da música, isso sim!
Não querendo tirar o valor ao senhor Halford e mais um cento deles da "Velha Guarda", mas digam-me se alguma das lendas do Rock e Heavy Metal é ou era capaz de fazer um disco histórico hoje em dia? Essa questão é muito pertinente. Não é que eles já não saibam tocar, a questão é que hoje em dia o mercado está tão saturado, já foi tudo praticamente explorado e até eles têm dificuldade em fazer um disco que se destaque verdadeiramente. E não faltam exemplos por aí ("Death Magnetic", por exemplo, seria um estrondo se fosse lançado há 20 anos atrás). Já o senhor Marc Schmier dos Destruction disse recentemente numa entrevista que hoje em dia é muito mais difícil para eles compor um álbum. Tem que ser tudo muito mais "cerebral" para tentarem fazer algo minimamente diferente. E ainda diz que os Black Sabbath têm o estatuto que têm porque surgiram numa certa altura. Ora isso não é retirar valor nenhum a ninguém, mas a verdade é que ser músico hoje em dia... Hmmm, tem muito que se lhe diga. A vantagem é que haviam menos pontos de referência antigamente e talvez a coisa, inevitavelmente, tinha que vir mais de dentro mas, mesmo assim, há sempre influências... Tudo tem um antecendente não se esqueçam... Lá o Iommi e o Paige pegavam nos blues dos anos 30 e deram-lhe o seu toque; o Robert Johnson foi buscar isso às canções populares - de sofrimento - dos escravos afro-americanos e por aí fora...
Acho que devemos de ouvir simplesmente a música. Se é mais antigo ou mais novo, se foi o que criou as pulseiras de picos, não interessa. Gostem daquilo que mais vos despertar sem de qualquer forma incutir nada a ninguém.
SET THE MODE FOR THIS REPLY... as you wish!
Percebo de onde vem a tua frustração, mas não impingi nada, nem disse que quem não gostava não era puro, atenção... Apenas disse que achei estranho haver tão poucos fãs para Judas Priest em Portugal e esse é um facto! Apesar de ser uma banda "histórica", pelo que parece fica sempre melhor dizer que se gosta de Maiden, ou Sabbath quando se fala da "velha guarda", e na minha opinião Judas Priest chega a ter mais valor em termos de ajudar a desenvolver o género, tanto na imagem (:P ja falo sobre isso) como no som. E eu pessoalmente adoro a banda gosto de quase todos os álbums, incluindo o último que saiu o Nostradamus. Não tem nada a ver com o que a banda tem feito, mas essa é uma das grande capacidades de Priest de se reinventarem, e continuarem com discos de topo na minha opinião (Sad Wings Of Destiny, Sin After Sin, Stained Class/Hell Bent For Leather, British Steel/Screaming For Vengeance, Defenders Of The Faith/Painkiller/Nostradamus por exemplo). Acho que isto responde um pouco ao que disseste em relação ao material que é lançado hoje em dia pelas mesmas, apesar de concordares com o facto do Nostradamus ser bom, ou não. A questão é que Judas Priest é das minhas bandas favoritas, estou-me a cagar se é moda ou não, e pelo que sei até parece que não... (Para minha infelicidade, que assim não arranjo interessados nas T-shirts

muitos dos que já tenho como interessados só conhecem a banda mais ou menos e como são meus amigos e tal, vão comprar, mas tá a ser difícil arranjar interessados.)
Até por exemplo para este festival, muita gente que vai, aliás a maior parte vai para ver Megadeth e Testament e diz que não tá muito familiarizado com Judas Priest. E quanto ao valor histórico do cabedal e picos, apesar de ser um facto importante e ter orgulho deles serem os primeiros e mais não sei quê, disse em tom de brincadeira, para aqueles que não conhecem a banda darem uma olhadela, por amor de de...diabo.