Voluntariei-me ao universo e paguei caro o meu bilhete.
Ofereci-me o agradável passeio pela grande bola azul que agora me atrai ao seu ritmo.
Seria árduo transpor o grande muro por tão pequeno buraco. Não é permitido trazer bagagem extra. Apenas o essencial para sobreviver e orientar-me na viagem, eventualmente reconhecer a minha casa aquando o regresso.
O Grande Muro divide as minhas casas. Se pretendo mudar-me, temporariamente sequer, tenho de pedir-me permissão para sofrer o impacto solitário de encolher-me ao íntimo e libertar-me dos bons momentos que passei noutros sítios, outras paixões por detalhes específicos dos caminhos; coisas que agora sei porque assim escolhi despir-me de mim e abraçar-me de novo, embrenhar-me nas sensações animalescas, quando podia ter ficado em casa durante tempos imesuráveis. Não precisava sujar-me de barro e água neste novo sitio, nem de sentir a primeira náusea deste estado físico arrogante, esta caixa que me deve conter e todos as artimanhas biológicas que desenvolveu para que nela eu pudesse entrar, de acordo com o nosso contrato de tempo limitado para conhecer-mo-nos um ao outro e sugar todo o mel durante o percurso em comum...
Os TEUS textos (líricas, poemas, etc)
r1card
04/10/2008 21:20
#35601
Shy-Freak
07/10/2008 23:12
#35682
Encontro em ti um espelho
Encontro em ti um espelho
Que nao fala, nao mente ou reflecte
Nao distorce, nao exige e nao pede
Eco vazio de desilusão
Perdido, cativo, talvez foragido
Desprovido de qualquer razão
Lágrimas secas que caem
Como gotas de orvalho, com tal calma
Lavando o rosto mas não a alma
Desapreço de beleza
Dúvidas que viram correnteza
De amarga solidão
Falta de crença, sorriso apagado
Algures fechado para o mundo
Mas tão desejado
... Alma triste abandonada
Ao desalento deixada
Em térpido final inacabado
Presente eterna tristeza
Bafo infortuno, avareza..
Que um destino te veio entregar
Ausente de reflexo teu
Estás cega em tua beleza
Que não sabes apreciar
Encontro em ti um espelho...
Que não consegues encontrar!
Encontro em ti um espelho
Que nao fala, nao mente ou reflecte
Nao distorce, nao exige e nao pede
Eco vazio de desilusão
Perdido, cativo, talvez foragido
Desprovido de qualquer razão
Lágrimas secas que caem
Como gotas de orvalho, com tal calma
Lavando o rosto mas não a alma
Desapreço de beleza
Dúvidas que viram correnteza
De amarga solidão
Falta de crença, sorriso apagado
Algures fechado para o mundo
Mas tão desejado
... Alma triste abandonada
Ao desalento deixada
Em térpido final inacabado
Presente eterna tristeza
Bafo infortuno, avareza..
Que um destino te veio entregar
Ausente de reflexo teu
Estás cega em tua beleza
Que não sabes apreciar
Encontro em ti um espelho...
Que não consegues encontrar!
KingOfTerror
07/10/2008 23:50
#35685
Ela caminha Só...
Ela caminha só
Passo a passo entre a bruma
Graciosamente se arrasta
Entre a floresta vasta
Nesta Noite fria e escura
Ela Caminha só
No silencio da noite eterna
Seu olhar sereno e doce
Liberta a mágoa , liberta o medo
Como algo divino se tratasse
Ela caminha Só
Seu corpo é poesia
Sua alma o meu resgate
E enquanto ela caminha
Estou Longe da obscuridade
Ela caminha só
O esplendor rasga a sua pele
Irradiando a luz interna
de uma alma pura..
de um coração nobre...
ela caminha Só...
Ela caminha só
Passo a passo entre a bruma
Graciosamente se arrasta
Entre a floresta vasta
Nesta Noite fria e escura
Ela Caminha só
No silencio da noite eterna
Seu olhar sereno e doce
Liberta a mágoa , liberta o medo
Como algo divino se tratasse
Ela caminha Só
Seu corpo é poesia
Sua alma o meu resgate
E enquanto ela caminha
Estou Longe da obscuridade
Ela caminha só
O esplendor rasga a sua pele
Irradiando a luz interna
de uma alma pura..
de um coração nobre...
ela caminha Só...
jezebel
08/10/2008 02:26
#35691
Ela caminha Só...
Ela caminha só
Passo a passo entre a bruma
Graciosamente se arrasta
Entre a floresta vasta
Nesta Noite fria e escura
Ela Caminha só
No silencio da noite eterna
Seu olhar sereno e doce
Liberta a mágoa , liberta o medo
Como algo divino se tratasse
Ela caminha Só
Seu corpo é poesia
Sua alma o meu resgate
E enquanto ela caminha
Estou Longe da obscuridade
Ela caminha só
O esplendor rasga a sua pele
Irradiando a luz interna
de uma alma pura..
de um coração nobre...
ela caminha Só...
KingOfTerror
08/10/2008 15:22
#35728
Ela caminha Só...
Ela caminha só
Passo a passo entre a bruma
Graciosamente se arrasta
Entre a floresta vasta
Nesta Noite fria e escura
Ela Caminha só
No silencio da noite eterna
Seu olhar sereno e doce
Liberta a mágoa , liberta o medo
Como algo divino se tratasse
Ela caminha Só
Seu corpo é poesia
Sua alma o meu resgate
E enquanto ela caminha
Estou Longe da obscuridade
Ela caminha só
O esplendor rasga a sua pele
Irradiando a luz interna
de uma alma pura..
de um coração nobre...
ela caminha Só...
Gouveia
08/10/2008 16:19
#35729
Esse tópico é bela cena
Moriendi
08/10/2008 18:41
#35746
Este foi um pequeno poema que fiz que tem como titulo o meu nickname..
Moriendi
A noite chega nua e gelada
O luar pálido
Tece uma canção de despedida
As sombras aconchegam-lhe
A sua luxúria mortal
Ela caminha…
Caminha calmamente
Em busca do seu jardim de rosas negras
E através dos seus olhos vazios
Ela cobiça aquilo que lhe é negado
Sua pele pálida como a lua
Inala exóticos odores nocturnos
O feitiço de uma doce sedução
Desejada por um pecado mortal
Ela colhe a rosa negra
E de suas pétalas faz as suas lágrimas
Espinhos rasgam-lhe a pele frágil
Oh doce Moriendi
Alma suicida…
Abraça pela última vez a noite
Chora sem cessar teus reflexos de sangue
Finalmente encontraras a tua devoção
Ao perderes os teu sentimentos
Oh doce escuridão
Caminha sobre os espinhos
Ouve…
Moriendi…
Os anjos sussurram teu nome
Algo tão belo magoa…
Cascatas de lágrimas sucumbem teu olhar fatal
Tão belo…tão profundo…tão misterioso…
Deixa tua alma encontrar o seu rumo
No sepulcro das tuas amadas rosas negras…
Moriendi…
És a arte da bela morte…
Moriendi
A noite chega nua e gelada
O luar pálido
Tece uma canção de despedida
As sombras aconchegam-lhe
A sua luxúria mortal
Ela caminha…
Caminha calmamente
Em busca do seu jardim de rosas negras
E através dos seus olhos vazios
Ela cobiça aquilo que lhe é negado
Sua pele pálida como a lua
Inala exóticos odores nocturnos
O feitiço de uma doce sedução
Desejada por um pecado mortal
Ela colhe a rosa negra
E de suas pétalas faz as suas lágrimas
Espinhos rasgam-lhe a pele frágil
Oh doce Moriendi
Alma suicida…
Abraça pela última vez a noite
Chora sem cessar teus reflexos de sangue
Finalmente encontraras a tua devoção
Ao perderes os teu sentimentos
Oh doce escuridão
Caminha sobre os espinhos
Ouve…
Moriendi…
Os anjos sussurram teu nome
Algo tão belo magoa…
Cascatas de lágrimas sucumbem teu olhar fatal
Tão belo…tão profundo…tão misterioso…
Deixa tua alma encontrar o seu rumo
No sepulcro das tuas amadas rosas negras…
Moriendi…
És a arte da bela morte…
Moriendi
08/10/2008 18:45
#35747
As lagrimas do nosso perdao
Quando sorrio sem ventura,
Procuro alívio na escuridão
Perdida em orações errantes
No seguro calor da sepultura…
E aí penso ver-te oh infeliz demente!
Roubando a doce dama pálida,
Que no sepulcro jaz, adormecida…
Enquanto procuras esquecer a tua vida,
No túmulo à beira,
Eu procuro a noite derradeira…
Chorei ilusões sagradas
Nas cinzas do esquecimento,
Desde que te foste
Das regiões do túmulo!
No meu coração morreram visões
Como tu, na paz imensa
Do sepulcro, onde repousa o sonho
Dos meus dias de luz e madrugadas…
E quando escuto a rouca melodia sombria
Dos uivos do lobo selvagem,
O teu corpo da cor do mármore
Eu vejo erguer-se das sombras…
Á luz mórbida do luar
Demente, desejo o teu amor,
E demente cavo a tua gélida morada
Para eternamente beijar tuas feridas…
O vento soluça suas últimas preces
Do abismo de sonhos esquecidos,
Das lágrimas doces do nosso perdão…
by Moriendi
Quando sorrio sem ventura,
Procuro alívio na escuridão
Perdida em orações errantes
No seguro calor da sepultura…
E aí penso ver-te oh infeliz demente!
Roubando a doce dama pálida,
Que no sepulcro jaz, adormecida…
Enquanto procuras esquecer a tua vida,
No túmulo à beira,
Eu procuro a noite derradeira…
Chorei ilusões sagradas
Nas cinzas do esquecimento,
Desde que te foste
Das regiões do túmulo!
No meu coração morreram visões
Como tu, na paz imensa
Do sepulcro, onde repousa o sonho
Dos meus dias de luz e madrugadas…
E quando escuto a rouca melodia sombria
Dos uivos do lobo selvagem,
O teu corpo da cor do mármore
Eu vejo erguer-se das sombras…
Á luz mórbida do luar
Demente, desejo o teu amor,
E demente cavo a tua gélida morada
Para eternamente beijar tuas feridas…
O vento soluça suas últimas preces
Do abismo de sonhos esquecidos,
Das lágrimas doces do nosso perdão…
by Moriendi
Gouveia
09/10/2008 14:55
#35811
LINDO!!
Sold_Out
09/10/2008 19:11
#35823
Efeitos da propagação de ruídos e vibrações
Aproxima-me ao eixo,
Torna-me mais… eu.
A complexidade drena me o lógico.
Emulsões repentinas conjugam me
Contorno de nível superior.
São como cavidades preservadas,
Exigem o modo exaustivo,
São fendas mentais
Consequência da decapagem de conceitos.
Ocorrência de regimes provisórios
Na situação mais desfavorável possível
Torna nos desperdícios irrecuperáveis:
Nossas regras serão enterradas
Agrupados à rubrica,
Adequados à classe,
Interrompidos pelo desprezo
Por retardadores relativos.
Estancaram a veia falante,
Corroeram mensagem importante.
Sinto me desgastado
Incluído na cega maioria.
Acções sujeitas a obediência
Projectam me expressa ignorância, desalento
Constam…
Periferia da minha indignação
Eu: é o que sou:
Interceptado, ordenado
Deformável, esquecido,
Mas individualidade imprescindível.
Perfeito!
acs_paul
29/06/2009 11:42
#43240
Morreu, o tópico? Lembrei-me desse tópico hoje...
Negative
29/06/2009 12:58
#43247
Este foi um pequeno poema que fiz que tem como titulo o meu nickname..
Moriendi
A noite chega nua e gelada
O luar pálido
Tece uma canção de despedida
As sombras aconchegam-lhe
A sua luxúria mortal
Ela caminha…
Caminha calmamente
Em busca do seu jardim de rosas negras
E através dos seus olhos vazios
Ela cobiça aquilo que lhe é negado
Sua pele pálida como a lua
Inala exóticos odores nocturnos
O feitiço de uma doce sedução
Desejada por um pecado mortal
Ela colhe a rosa negra
E de suas pétalas faz as suas lágrimas
Espinhos rasgam-lhe a pele frágil
Oh doce Moriendi
Alma suicida…
Abraça pela última vez a noite
Chora sem cessar teus reflexos de sangue
Finalmente encontraras a tua devoção
Ao perderes os teu sentimentos
Oh doce escuridão
Caminha sobre os espinhos
Ouve…
Moriendi…
Os anjos sussurram teu nome
Algo tão belo magoa…
Cascatas de lágrimas sucumbem teu olhar fatal
Tão belo…tão profundo…tão misterioso…
Deixa tua alma encontrar o seu rumo
No sepulcro das tuas amadas rosas negras…
Moriendi…
És a arte da bela morte…
uau... ainda bem que desenterraram este tópico. Está fantástico este...
Dava bela música!
Moriendi
29/06/2009 20:03
#43303
Obrigada Negative 
Este foi um pequeno poema que fiz que tem como titulo o meu nickname..
Moriendi
A noite chega nua e gelada
O luar pálido
Tece uma canção de despedida
As sombras aconchegam-lhe
A sua luxúria mortal
Ela caminha…
Caminha calmamente
Em busca do seu jardim de rosas negras
E através dos seus olhos vazios
Ela cobiça aquilo que lhe é negado
Sua pele pálida como a lua
Inala exóticos odores nocturnos
O feitiço de uma doce sedução
Desejada por um pecado mortal
Ela colhe a rosa negra
E de suas pétalas faz as suas lágrimas
Espinhos rasgam-lhe a pele frágil
Oh doce Moriendi
Alma suicida…
Abraça pela última vez a noite
Chora sem cessar teus reflexos de sangue
Finalmente encontraras a tua devoção
Ao perderes os teu sentimentos
Oh doce escuridão
Caminha sobre os espinhos
Ouve…
Moriendi…
Os anjos sussurram teu nome
Algo tão belo magoa…
Cascatas de lágrimas sucumbem teu olhar fatal
Tão belo…tão profundo…tão misterioso…
Deixa tua alma encontrar o seu rumo
No sepulcro das tuas amadas rosas negras…
Moriendi…
És a arte da bela morte…
uau... ainda bem que desenterraram este tópico. Está fantástico este...
Dava bela música!
Moriendi
29/06/2009 20:06
#43304
Infelizmente é um grande risco colocar poemas na net, há sempre algum engraçadinho que nos rouba! Nunca mais coloquei nenhum no meu DA por causa disso mesmo
Negative
01/07/2009 13:31
#43395
Obrigada Negative
Este foi um pequeno poema que fiz que tem como titulo o meu nickname..
Moriendi
A noite chega nua e gelada
O luar pálido
Tece uma canção de despedida
As sombras aconchegam-lhe
A sua luxúria mortal
Ela caminha…
Caminha calmamente
Em busca do seu jardim de rosas negras
E através dos seus olhos vazios
Ela cobiça aquilo que lhe é negado
Sua pele pálida como a lua
Inala exóticos odores nocturnos
O feitiço de uma doce sedução
Desejada por um pecado mortal
Ela colhe a rosa negra
E de suas pétalas faz as suas lágrimas
Espinhos rasgam-lhe a pele frágil
Oh doce Moriendi
Alma suicida…
Abraça pela última vez a noite
Chora sem cessar teus reflexos de sangue
Finalmente encontraras a tua devoção
Ao perderes os teu sentimentos
Oh doce escuridão
Caminha sobre os espinhos
Ouve…
Moriendi…
Os anjos sussurram teu nome
Algo tão belo magoa…
Cascatas de lágrimas sucumbem teu olhar fatal
Tão belo…tão profundo…tão misterioso…
Deixa tua alma encontrar o seu rumo
No sepulcro das tuas amadas rosas negras…
Moriendi…
És a arte da bela morte…
uau... ainda bem que desenterraram este tópico. Está fantástico este...
Dava bela música!![]()
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De nada, Moriendi
O teu poema está mesmo muito bom. Dava um excelente tema de doom metal.