20 DE JUNHO - 1ª ELIMINATÓRIA DO CONCURSO DE MÚSICA MODERNA DA RIBEIRA GRANDE
Venho aqui dar a minha opinião crítica acerca de mais uma iniciativa com vista a promover os novos talentos da terra e desde já, dar os meus parabéns às bandas que passaram assim como aos organizadores do evento.
O espectáculo começa com uns quantos minutos de atraso, como já vem sendo costume, sendo que o teatro não encheu. O apresentador é o já muito conhecido da cena açoriana Ricardo "Kadi" Reis, que o fez com uma naturalidade perfeita.
Passemos às bandas...
Os concertos começam com o rock dos ZerOKilled, que aqueceram (e bem) a noite, com um bom rock alternativo. Não há muito a dizer, tiveram uma prestação razoável, apesar da atitude em palco ter começado a aquecer já lá para o fim do mini-concerto.
De seguida temos os Anjos Negros, que, apesar de não serem bem a minha dança, deram um show do caraças. Mostraram uma grande evolução em palco desde o anterior concerto no Teatro Ribeiragrandense, tanto a nível de execução técnica como de atitude em palco. A vocalista também esteve melhor do que na última vez e o setlist também ajudou. Na minha opinião a melhor performance do grupo de rock e não me espanto nada se ganharem.
Depois dos Anjos Negros vieram os Carma, que foram assolados por alguns problemas com a guitarra. Confesso que fiquei um bocado "wtf?" a princípio. O vocalista, sem papas na lingua, conseguiu criar um ambiente agressivo em torno de toda a actuação, disfarçando um bocado alguns erros. Não gostei muito, mas vamos esperar pela final para ver se me conseguem convencer.
Após outra pequena pausa, começam os concertos de metal com a surpresa da noite, Spank Lord, e só tenho a dizer: que p*ta de concerto. Com uma sonoridade que varia entre o Hard Rock e o Stoner Metal, os Spank Lord deram um espectáculo coeso, forte e com uma atitude espectacular. Os riffs potentes do António Neves (e aquele sensual WAAAH numa das músicas), os solos do Nelson Félix, os ritmos de bateria do João Oliveira, o baixo potente do Gouveia e a sensual mas agressiva voz (embora lhe talvez faltasse um bocado de "asperidão") do Cristóvão demonstram que esta é uma fórmula de sucesso. É possível ver que os membros da banda se divertiram a fazer e a tocar aquela música, não deixando ninguém indiferente (e isso viu-se na ovação de pé que muito pessoal lhes deu). É claro que não estamos a falar da
next big thing em termos musicais (e nem os próprios artistas fazem intenção de o ser, como dizem), mas faltava algo assim na região. Na minha opinião, mereceram ter passado.
De seguida, os SENHORES Psy Enemy, que deram O CONCERTO da noite. Praticantes de um género musical que não é para todos os ouvidos, os Psy Enemy deram um concerto espectacular em todos os aspectos, dando um espectáculo que combina perfeitamente com a música intensa do grupo. Um som brutal, a execução técnica a roçar o perfeito, a forma de estar da banda em palco (maquilhagem e forma de vestir, 5*) e a performance espectacular do vocalista Miguel Raposo fizeram com que esta fosse a melhor participação neste festival, apesar do grupo já ter uma certa "rodagem" ao vivo.
Em penúltimo lugar aparecem os Dukhrista, com um vocalista fenomenal para o género que praticam... Mas basicamente foi só isso. O som não estava dos melhores e a música não me seduziu muito. Prefiro não falar muito mais para não falar daquilo que não sei, até porque não deu para ouvir muito bem. Contudo, esperemos que com alguma rodagem consigam evoluir.
Por fim, temos God's Fall. Já tinha ouvido anteriormente, e tinha gostado. Por ser a última banda já nem estava com muita expectativa, pois tinha ido ver mais por Spank Lord e Psy Enemy. Foi uma surpresa agradável, gostei de ouvir a The Torture e a Dark Sunrise. Contudo, a voz não me agradou muito. Nada que um bocado de rodagem não resolva, I guess.
Concluíndo, foi uma boa noite, deu para conhecer melhor alguns grupos, ter algumas surpresas, e tal. Lá estarei na final
(E, se chegaram até aqui, desculpem o testamento

)