Metalicidio no Açoriano Oriental
João Arruda
25/09/2007 11:25
#23626
Entrevista sobre o Metalicidio disponivel na edição de hoje do Açoriano Oriental. Consultem
pmaya
25/09/2007 14:59
#23628
Parabéns pela entrevista. Discurso bem reflectido!
Continua no bom caminho que vais longe!
Bem haja!
Continua no bom caminho que vais longe!
Bem haja!
João Arruda
30/09/2007 17:43
#23675
Aqui vai a entrevista na integra:
Definitivamente, o Metalicidio é o site que une os metaleiros da região. Era esse o objectivo do site?
O objectivo do site era essencialmente promover as bandas e a música regional, levar a nossa música além fronteiras. A pouco e pouco o âmbito do site foi-se alargando e passou a abranger não só as bandas como os próprios músicos e metaleiros em geral, muito por causa do fórum de discussão que permitiu que interessados se pudessem registar no site e ter uma participação mais activa no que se ia passando no nosso meio. Se o objectivo era inicialmente apenas a divulgação, a união foi a sua melhor consequência.
Como se isso não bastasse, o Fórum é alvo de muitas participações. Qual a análise que fazes a isso?
O fórum é efectivamente um dos pontos fortes do Metalicidio pois permite um amplo debate e troca de ideias entre músicos, público em geral, curiosos, etc. Numa terra pequena como a nossa, penso que é essencial que todos possam ser ouvidos e que possa haver um bom veículo de informação. Só assim poderá haver a tal união que é fundamental para que todos possam ir mais longe. O fórum é assim extremamente benéfico para que o público possa acompanhar de perto o trabalho das bandas, criticar as suas músicas, informar-se sobre os seus concertos, trocar ideias entre si e não só.
Por outro lado, recentemente, o Metalicidio foi alvo de vários ataques, colocando em risco a sua continuidade. Esse problema foi ultrapassado?
A insegurança na Internet é um problema que duvido que alguma vez venha a ser ultrapassado, seja por quem for ou em que parte do mundo for. Infelizmente o Metalicidio não tem recursos para contratar empresas especializadas em segurança de modo a tentar evitar, ou pelo menos dificultar, esses ataques ao nosso trabalho e, consequentemente, ao trabalho de todas as bandas lá contempladas. No entanto vamo-nos aconselhando com quem sabe de modo a tentar manter o site sempre o mais seguro possível e de momento já várias frentes de ataque foram encerradas.
Alguma vez pensaste mesmo em desistir?
É natural que quem trabalha gratuitamente e por uma causa pública e despende tanto tempo com isso se sinta algo abalado por tal desrespeito pelo seu trabalho e ponha a hipótese de encerrar actividades. Isto são situações que afectam a credibilidade do site e afectam a minha vida pessoal pois corrigir as situações geradas por esses ataques fazem-me perder imenso tempo e carecem de bastante esforço. No entanto penso que não será isto que fará o Metalicidio encerrar. São já quase três anos a remar este barco e não desistiremos por um marujo ter-se rebelado. Enquanto houver quem seja útil e quem aprecie o nosso trabalho, estamos aqui para a curvas. De qualquer modo penso que tais ataques foram sobrevalorizados até porque no mundo cibernético isto é relativamente comum e darem atenção a isso é precisamente o objectivo dos autores de tal acto de vandalismo.
Nota-se que algumas empresas apostam na Net, como forma promocional. Como é que vês isso?
Acho que isso é extremamente positivo. A Internet é cada vez mais o meio promocional de excelência. Pessoalmente, quando procuro uma empresa para me prestar qualquer tipo de serviço ou me fornecer qualquer tipo de objecto, procuro sempre na net e somente na net. Hoje em dia compro roupa, faço as compras de supermercado, compro cd’s e dvd’s, faço as minhas transferências bancárias tudo pela net. Inclusivamente a última empresa que contratei para me fazer arranjos em casa, descobri-a e tratei de tudo online. Isto tudo porque os donos destas empresas se lembraram “hey, e que tal promover a nossa empresa na net?!”.
Planos para fazer regressar os Schism, banda de que eras membro?
De momento não existem quaisquer intenções de ressuscitar a banda, ao contrário das actuais tendências (risos). Cada membro seguiu a sua vida e todos optamos por caminhos muito diferentes. Apesar de continuarmos todos bastante amigos, julgo que tal não ocorrerá nos próximos tempos. No entanto não julgo que seja algo que esteja vedado para o futuro.
Para quando uma maior aposta na área do vídeo?
A maior aposta no vídeo é uma das nossas grandes ambições para o futuro. Infelizmente, pelo menos para já, o mundo do vídeo online é demasiado dispendioso para o seu próprio bem. Os vídeos são ficheiros pesadíssimos, com centenas de megabytes, e colocá-los em streaming para visualização online exige possuir um servidor com uma largura de banda e espaço em disco muito vastos, o que sai muito caro. Disponibilizar os vídeos para download é no que temos apostado mais mas, obviamente, não é uma opção tão atractiva como o streaming. A capacidade de fazer vídeo-reportagens em todos os concertos também é completamente impossível, não só pelo tempo e esforço que isso implica como também por apenas um de nós ter o equipamento para fazê-lo. Pelo menos para já teremos de nos contentar com as reportagens fotográficas e ocasionais vídeo-reportagens. Dentro de um ano em dois, quem sabe…?
Projectos para o futuro?
“O” projecto para o futuro é haver um incremento na segurança do site e esta é a nossa grande prioridade. Fora isso ambicionamos fazer uma forte remodelação no site, implementar novas funcionalidades, renovar o “look” e, claro, apostar mais em eventos musicais, tanto quanto nos seja possível pois, tal como a qualquer entidade ou banda, quando tentamos organizar algo neste terra, muitas portas se fecham. One step forward, two steps back!
No geral, qual é o balanço ou análise que fazes ao movimento Heavy Metal açoriano?
O heavy metal açoriano está, como se costuma dizer, de saúde e recomenda-se. O nosso meio tem vindo a sofrer profundas alterações desde a década de 90, acompanhando, naturalmente, as tendências internacionais, havendo agora uma primazia de um heavy metal mais moderno, mais arrojado. Não penso que isto seja melhor ou pior que o movimento que por cá andava em 96/97, onde predominava o gothic, o doom, o death e o black metal, mas apenas diferente. Penso que existem tantas boas e menos boas bandas como na altura, havendo no entanto o benefício de hoje ser tudo comparativamente mais fácil, desde a aquisição de instrumentos ao acesso aos estúdios. Ao contrário de muita gente, não penso que os metaleiros açorianos tenham perdido a alma e espírito lutador que tinham há 10 anos atrás, muito pelo contrário. Há muitas boas bandas, algumas muito boas, bastante empenhadas em mostrar o que valem, custe o que custar. No entanto, um ponto que acho que ainda carece melhorias é a promoção adequada das bandas pois, nos dias que correm, uma banda não é só o que toca mas também o que mostra, o que veste em palco, o que escreve. E estes são pontos que não podem nem devem ser descurados.
Definitivamente, o Metalicidio é o site que une os metaleiros da região. Era esse o objectivo do site?
O objectivo do site era essencialmente promover as bandas e a música regional, levar a nossa música além fronteiras. A pouco e pouco o âmbito do site foi-se alargando e passou a abranger não só as bandas como os próprios músicos e metaleiros em geral, muito por causa do fórum de discussão que permitiu que interessados se pudessem registar no site e ter uma participação mais activa no que se ia passando no nosso meio. Se o objectivo era inicialmente apenas a divulgação, a união foi a sua melhor consequência.
Como se isso não bastasse, o Fórum é alvo de muitas participações. Qual a análise que fazes a isso?
O fórum é efectivamente um dos pontos fortes do Metalicidio pois permite um amplo debate e troca de ideias entre músicos, público em geral, curiosos, etc. Numa terra pequena como a nossa, penso que é essencial que todos possam ser ouvidos e que possa haver um bom veículo de informação. Só assim poderá haver a tal união que é fundamental para que todos possam ir mais longe. O fórum é assim extremamente benéfico para que o público possa acompanhar de perto o trabalho das bandas, criticar as suas músicas, informar-se sobre os seus concertos, trocar ideias entre si e não só.
Por outro lado, recentemente, o Metalicidio foi alvo de vários ataques, colocando em risco a sua continuidade. Esse problema foi ultrapassado?
A insegurança na Internet é um problema que duvido que alguma vez venha a ser ultrapassado, seja por quem for ou em que parte do mundo for. Infelizmente o Metalicidio não tem recursos para contratar empresas especializadas em segurança de modo a tentar evitar, ou pelo menos dificultar, esses ataques ao nosso trabalho e, consequentemente, ao trabalho de todas as bandas lá contempladas. No entanto vamo-nos aconselhando com quem sabe de modo a tentar manter o site sempre o mais seguro possível e de momento já várias frentes de ataque foram encerradas.
Alguma vez pensaste mesmo em desistir?
É natural que quem trabalha gratuitamente e por uma causa pública e despende tanto tempo com isso se sinta algo abalado por tal desrespeito pelo seu trabalho e ponha a hipótese de encerrar actividades. Isto são situações que afectam a credibilidade do site e afectam a minha vida pessoal pois corrigir as situações geradas por esses ataques fazem-me perder imenso tempo e carecem de bastante esforço. No entanto penso que não será isto que fará o Metalicidio encerrar. São já quase três anos a remar este barco e não desistiremos por um marujo ter-se rebelado. Enquanto houver quem seja útil e quem aprecie o nosso trabalho, estamos aqui para a curvas. De qualquer modo penso que tais ataques foram sobrevalorizados até porque no mundo cibernético isto é relativamente comum e darem atenção a isso é precisamente o objectivo dos autores de tal acto de vandalismo.
Nota-se que algumas empresas apostam na Net, como forma promocional. Como é que vês isso?
Acho que isso é extremamente positivo. A Internet é cada vez mais o meio promocional de excelência. Pessoalmente, quando procuro uma empresa para me prestar qualquer tipo de serviço ou me fornecer qualquer tipo de objecto, procuro sempre na net e somente na net. Hoje em dia compro roupa, faço as compras de supermercado, compro cd’s e dvd’s, faço as minhas transferências bancárias tudo pela net. Inclusivamente a última empresa que contratei para me fazer arranjos em casa, descobri-a e tratei de tudo online. Isto tudo porque os donos destas empresas se lembraram “hey, e que tal promover a nossa empresa na net?!”.
Planos para fazer regressar os Schism, banda de que eras membro?
De momento não existem quaisquer intenções de ressuscitar a banda, ao contrário das actuais tendências (risos). Cada membro seguiu a sua vida e todos optamos por caminhos muito diferentes. Apesar de continuarmos todos bastante amigos, julgo que tal não ocorrerá nos próximos tempos. No entanto não julgo que seja algo que esteja vedado para o futuro.
Para quando uma maior aposta na área do vídeo?
A maior aposta no vídeo é uma das nossas grandes ambições para o futuro. Infelizmente, pelo menos para já, o mundo do vídeo online é demasiado dispendioso para o seu próprio bem. Os vídeos são ficheiros pesadíssimos, com centenas de megabytes, e colocá-los em streaming para visualização online exige possuir um servidor com uma largura de banda e espaço em disco muito vastos, o que sai muito caro. Disponibilizar os vídeos para download é no que temos apostado mais mas, obviamente, não é uma opção tão atractiva como o streaming. A capacidade de fazer vídeo-reportagens em todos os concertos também é completamente impossível, não só pelo tempo e esforço que isso implica como também por apenas um de nós ter o equipamento para fazê-lo. Pelo menos para já teremos de nos contentar com as reportagens fotográficas e ocasionais vídeo-reportagens. Dentro de um ano em dois, quem sabe…?
Projectos para o futuro?
“O” projecto para o futuro é haver um incremento na segurança do site e esta é a nossa grande prioridade. Fora isso ambicionamos fazer uma forte remodelação no site, implementar novas funcionalidades, renovar o “look” e, claro, apostar mais em eventos musicais, tanto quanto nos seja possível pois, tal como a qualquer entidade ou banda, quando tentamos organizar algo neste terra, muitas portas se fecham. One step forward, two steps back!
No geral, qual é o balanço ou análise que fazes ao movimento Heavy Metal açoriano?
O heavy metal açoriano está, como se costuma dizer, de saúde e recomenda-se. O nosso meio tem vindo a sofrer profundas alterações desde a década de 90, acompanhando, naturalmente, as tendências internacionais, havendo agora uma primazia de um heavy metal mais moderno, mais arrojado. Não penso que isto seja melhor ou pior que o movimento que por cá andava em 96/97, onde predominava o gothic, o doom, o death e o black metal, mas apenas diferente. Penso que existem tantas boas e menos boas bandas como na altura, havendo no entanto o benefício de hoje ser tudo comparativamente mais fácil, desde a aquisição de instrumentos ao acesso aos estúdios. Ao contrário de muita gente, não penso que os metaleiros açorianos tenham perdido a alma e espírito lutador que tinham há 10 anos atrás, muito pelo contrário. Há muitas boas bandas, algumas muito boas, bastante empenhadas em mostrar o que valem, custe o que custar. No entanto, um ponto que acho que ainda carece melhorias é a promoção adequada das bandas pois, nos dias que correm, uma banda não é só o que toca mas também o que mostra, o que veste em palco, o que escreve. E estes são pontos que não podem nem devem ser descurados.
Fipos
29/06/2008 03:59
#31244
muito boa entrevista